Os sinecurados são diretores, assessores parlamentares, cargos de
confiança e colaboradores nas funções burocráticas do parlamento que,
mesmo se indicados por outros deputados para trabalhos dos próprios
gabinetes, todos têm suas nomeações feitas pela Presidência, atualmente
chefiada por Humberto Coutinho, do PDT, em reversamento com Othelino
Neto, do PCdoB.
Cada deputado estadual do Maranhão tem direito a 19 assessores para
auxiliá-los. Os parlamentares que compõem a Mesa Diretora possuem o
privilégio de ter até cinco funcionários a mais à disposição, pois, além
dos trabalhos como parlamentares, possuem funções de administração da
Casa. Já Coutinho, por ser presidente da AL, goza do direito de ter no
próprio gabinete um total de 32 auxiliares no exercício da função. A
média de salários destes comissionados varia entre R$ 1 mil e R$ 14 mil.
Na atual legislatura, além de parentes de deputados e de prefeitos
aliados, entre os que entraram - ou voltaram à Assembleia - sem precisar
passar por concurso público foram os ex-deputados Rubens Pereira,
Aderson Lago, Marcos Caldas e Pryscila Sá; o presidente estadual do
PRTB, João Câncio; a ex-primeira-dama Alexandra Tavares, hoje Trovão; e
o presidente do Diretório Municipal do PT, Fernando Magalhães.
Todos ocupam cargos que lhe rendem mensalmente os salários mais altos do Legislativo estadual.
Como não são vistos na “Casa do Povo” - ou “Casa da Mãe Joana” - para
trabalharem pelo gordo vencimento, eles são suspeitos de receber
dinheiro público como funcionários fantasmas.
Baixo número de concursados
Até hoje, a Assembleia realizou apenas dois concursos públicos, sendo
o primeiro em 2005 e o último no ano de 2013, respectivamente, durante o
comando dos deputados João Evangelista e Arnaldo Melo na Presidência.
Apesar das poucas vagas oferecidas - 40 no primeiro e 87 no segundo -, nem todos aprovados no concurso foram chamados.
Gastos escondidos
De acordo com o Portal da Transparência da AL, só no ano de 2014, as
despesas com pessoal consumiram o total de R$ 246.555.211,41 dos cofres
públicos.
Os gastos de 2015 ainda não podem ser contabilizados por os
presidentes Humberto Coutinho e Othelino Neto não cumprirem a Lei da
Transparência, permanecendo o portal orçamentário sem atualizações desde
dezembro do ano passado.

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