O presidente nacional do Partido Progressista, Ciro Nogueira (PP-PI),
nesta quarta-feira (6), anunciou que a agremiação estará presente no
‘enterro’ oficial do golpe — ou impeachment — contra a presidente Dilma
Rousseff.
No começo desta semana, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) já havia solenemente decretado a “morte” do movimento golpista no Congresso Nacional.
O PP tem 48 deputados e seis senadores no exercício do mandato e nesta amanhã comunicou que “fica” no governo.
Extraoficialmente, agora o Palácio do Planalto contaria com 321
deputados para barrar o impeachment no plenário da Câmara. O governo
necessitaria de apenas 172 para arquivar o pedido do deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ).
Já os oposicionistas precisariam de 342 votos, ou 2/3, de um total de
513 parlamentares na Casa, hoje, considerada matematicamente impossível
até mesmo para os golpistas liderados pela velha mídia.
Abaixo, leia a matéria da Agência Brasil sobre o “fico” do PP:
Com 48 deputados e seis senadores, PP apoiará governo Dilma, diz Ciro Nogueira
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil
O presidente do Partido Progressista, senador Ciro Nogueira (PP-PI),
anunciou hoje (6) que o partido permanecerá na base de apoio ao governo
da presidenta Dilma Rousseff, pelo menos, até a conclusão do processo na
Câmara dos Deputados. O PP tem hoje 54 parlamentares: 48 deputados e
seis senadores em exercício. Há ainda três deputados licenciados.
O partido tinha nesta quarta-feira uma reunião do Diretório Nacional
para decidir sobre a permanência no governo, mas, segundo Ciro Nogueira,
os próprios parlamentares que pediram o encontro, desistiram da ideia.
“Existia um documento assinado por 24 senadores e deputados pedindo o
rompimento com o governo. Essa reunião estava marcada para as 14h, mas
quando fizemos um levantamento preliminar dos 57 votantes mais de 40
queriam a permanecia do partido na base”, disse o senador com o
documento que pede o cancelamento da reunião nas mãos.
O senador Ciro Nogueira disse que ainda não sabe se liberará a bancada para se posicionar como quiser na votação do impeachment,
acrescentou que essa decisão ainda precisa ser discutida. “Não vou
negar pra você que o partido tem uma grande parcela que vota peloimpeachment
e essas pessoas têm que ser repeitadas. A direção partidária hoje tem a
responsabilidade de estar ao lado da presidenta Dilma nesta base
aliada. É uma situação que vai ser discutida nos próximos dias, mas a
orientação partidária é estar ao lado da presidente neste momento.”
Cargos
Ciro Nogueira negou que a decisão tenha sido tomada em troca de um
espaço maior no governo que pode incluir até o Ministério da Saúde.
Segundo o senador, até que o processo tenha um desfecho no plenário da
Câmara dos Deputados, não haverá negociação de cargos no governo.
“Nenhum membro do partido nem seu presidente está autorizado a discutir
participação no governo”, disse. “Não deixamos nenhuma margem no partido
para nenhum tipo de discussão desse tipo.”
Perguntado sobre nomeações, no segundo escalão do governo, de pessoas ligadas ao PP que estão saindo no Diário Oficial da União
Ciro Nogueira repetiu que novos cargos não estão sendo negociados, mas
justificou que esses são cargos que foram entregues pelo PMDB e que
precisam ser ocupados.
Recuo
Na última reunião do presidente do partido com parlamentares na
Câmara e no Senado, na semana passada, o líder da legenda Aguinaldo
Ribeiro (PB) disse que o partido ainda não tinha definido sua posição,
enquanto ao mesmo tempo os deputados Jerônimo Goergen (RS) e Júlio Lopes
(RJ) insistiam em dizer que havia uma maioria expressiva no partido
pró-impeachment.
“Essa tendência de rompimento só está na cabeça de alguns. Ninguém
conhece mais o partido que seu presidente. Isso [ de querer o
rompimento] nunca aconteceu no Partido Progressista, nunca houve essa
maioria no Partido Progressista e mais uma vez isso está comprovado”,
destacou Ciro Nogueira.
Com informações do Blog do Esmael Moraes e Agência Brasil
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