Presidente do Parlasul disse haver um golpe parlamentar no Brasil. Congressistas brasileiros abandonaram evento após declaração. Apenas Jean Wyllys e Benedita da Silva continuarão participando. Para Requião, protesto foi por causa de cerimonial do evento.
Um
incidente diplomático hoje (2ª feira) cedo provocou a saída de 12 dos
14 congressistas brasileiros que participavam de um evento pela
comemoração dos 25 anos do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai.
Segundo
o deputado federal Benito Gama (PTB-BA), a maioria dos delegados
brasileiros resolveu “protestar contra a opinião do presidente do
Parlasul, o argentino Jorge Taiana”.
Ligado à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, Taiana falou sobre o processo de impeachment no Brasil numa nota publicada no site oficial do Mercosul. “É um golpe parlamentar e uma utilização forçada da lei do impeachment”, disse ele.
“Não
tem cabimento tal declaração no âmbito do Mercosul, ainda mais
publicando no site oficial da instituição. Nós todos nos reunimos e
decidimos sair do recinto, com o apoio do chefe da nossa delegação, que é
o senador Roberto Requião (PMDB-PR)”, relatou Benito Gama, por
telefone, de Montevidéu, onde está hoje e amanhã.
Requião telefonou ao Blog
às 13h40 para dizer que o protesto, por parte dele, foi por conta do
posicionamento dos congressistas brasileiros nos fundos do local onde se
realizava o evento. “Foi um desrespeito não apenas com os brasileiros,
mas também com os representantes de outros países. Colocaram
funcionários nos melhores lugares e nos deixaram no fundo'', afirmou o
senador paranaense.
Para Requião, o presidente do Parlasul não
poderia ter expressado a opinião sobre o impeachment no Brasil como se
fosse a da instituição. “Esse era um assunto para ser debatido por todos
e vamos debatê-lo'', declarou o peemedebista.
Nestes 2 dias (25 e
26.abr) haverá várias reuniões do Mercosul. Os congressistas
brasileiros pretendem fazer mais protestos. Na manhã desta 2ª feira, o
presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, tentou evitar a saída dos
brasileiros do recinto, mas não foi bem sucedido.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira presenciou a cena, mas não chegou a tentar impedir a saída dos congressistas brasileiros.
Exceto
pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Ságuas Moraes (PT-MT) e Benedita
da Silva (PT-RJ), todos os outros representantes do Brasil saíram da
sala onde se realizava a cerimônia de hoje.
Wyllys escreveu no Twitter
sobre o ocorrido. Segundo ele, os demais congressistas resolveram se
retirar depois de terem sido colocados em uma fila no fundo do auditório
onde ocorria o evento.
“O cerimonial reservou a fila O para a
delegação brasileira, que fica no fundo. Os deputados da oposição de
direita mais Requião não gostaram (…) sentiram-se ofendidos e então se
retiraram''.
Ao todo, 36 deputados e senadores brasileiros
são integrantes do Parlasul. Dentre os 14 que participam dos 14 que
participam dos eventos em Montevidéu estão os deputados Arthur Oliveira
Maia (PPS-BA), Roberto Freire (PPS-SP), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Ságuas
Moraes (PT-MT), Benito Gama (PTB-BA), Heráclito Fortes (PSB-PI) e
Benedita da Silva (PT-RJ) e os senadores Roberto Requião (PMDB-PR),
Lídice da Mata (PSB-BA) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
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