Após escândalos nacionais, a quinta
maior cidade do Maranhão, Caxias, que foi denunciada no Programa
Repórter Record Investigação no mês passado pela alta mortalidade
infantil, anunciou nesta quarta-feira (6) uma mudança definida pela
Secretaria Municipal de Saúde.
Na ocasião o país inteiro tomou
conhecimento de que quase 200 recém-nascidos morreram durante ou após o
parto na maternidade pública Carmosina Coutinho no ano passado e outros,
nasceram pré-maturos e dezenas deles ficaram cegos. (Relembre o caso)
Com os altos índices negativos, o
prefeito Léo Coutinho decidiu mudar a direção da ‘Maternidade da Morte’ e
anunciou o nome de Juliana Linhares Coelho como nova diretora geral da
Maternidade Carmosina Coutinho. Antes, ela esteve na direção
administrativa da própria Secretaria de Saúde.
A ex-diretora da Maternidade Carmosina Coutinho, Silvia Oliveira, voltou a assumir a coordenação geral de enfermagem da unidade.
Em dezembro do ano passado, o Promotor
Williams Silva Paiva, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de
Caxias instaurou um Inquérito Civil Público, através da Portaria nº
009/2014, com base nas denúncias de mães para apurar as mortes na
referida unidade.
Porém, o caso é bem mais complexo e o
problema de mortalidade infantil não se limita a Caxias. Várias outras
cidades do Maranhão passam pela mesma calamidade na Saúde Pública
Municipal, Bacabal é uma delas. (Reveja)
Espera-se de fato que as alterações
administrativas tragam algum resultado. Mas a cobrança maior deve partir
do Ministério Público.
E o Conselho Regional de Medicina, vai permanecer mudo? Pelo visto sim!
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