Defensor intransigente do combate à
corrupção, o governador Flávio Dino (PCdoB) lançou ontem (5), mesmo que
sem intenção, uma carga de pressão incomensurável sobre os ombros dos
homens que comandam as investigações de crimes de agiotagem envolvendo
prefeituras do Maranhão.
Ao abrir um
cofre na casa do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, homens da Polícia
Civil e do Ministério Público encontraram um cheque assinado há menos
de uma semana pelo prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB).
O cheque tem data de 30 de abril, e valor de R$ 106.667,00.
Este seria apenas um, pelo pagamento de várias parcelas de um empréstimo contraído pelo gestor
Ocorre
que o socialista é um dos prefeitos que se podem considerar próximos de
Flávio Dino. Os dois estiveram juntos,por exemplo, em meados do mês
passado, no relançamento do projeto Salangô, em São Mateus. A foto que
ilustra este post é desse evento específico.
Até
ontem, uma das críticas às operações de combate à agiotagem de 2015 era
a de que a polícia só estava pegando adversários do governador.
Agora, mesmo que por acaso, chegou-se a um de seus aliados.
À polícia estadual sobra a responsabilidade de mostrar que decisões políticas não devem interferir nos trabalhos.
E, ao governador, provar que o discurso de combate à corrupção e a agiotagem não tem coloração política.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe Seu Comentário. Com certeza ele será muito útil para mim! Obrigado!