SÃO PAULO - Em entrevista nesta quinta-feira ao SBT, o
vice-presidente Michel Temer afirmou que, caso assuma a Presidência com o
impeachment da presidente Dilma Rousseff, abrirá mão de uma eventual
reeleição. Segundo ele, isso lhe dará mais liberdade de ação durante o
período em que permanecer à frente do governo. Ontem, Temer deu mais um
passo na montagem do possível Ministério ao convidar o tucano José Serra
para a pasta das Relações Exteriores, como informou o blog de Jorge
Bastos Moreno.
— Sem dúvida alguma (apoiaria o fim da reeleição). Até porque isso me
daria maior liberdade para a ação governamental se eu vier a ocupar o
governo — disse Temer ao SBT.
Nos
dois encontros que teve nos últimos dias com os líderes do PSDB, Cássio
Cunha Lima e Antônio Imbassahy, e com Aécio Neves, Temer já tomara a
iniciativa de tranquilizar os tucanos sobre sua disposição de não
disputar a reeleição em 2018. Nas conversas, se discutiu que poderia
partir de Temer a iniciativa de encaminhar ao Congresso uma PEC para
acabar com a reeleição, valendo para 2018, para distensionar a
convivência com partidos que tem projetos de disputar a presidência
daqui a dois anos e meio. Mas ele ainda não decidiu se irá propô-la.
Em São Paulo, o presidente do PSDB, Aécio Neves, admitiu que a opção
de Temer por não se candidatar em 2018 facilitará as alianças no
eventual governo do peemedebista:
— Ele tem dito que não tem como objetivo novo mandato. Se me
perguntar se isso (reeleição) é pré-condição diria que não. Mas se
perguntar se estimula que outras forças políticas se juntem a ele, eu
diria que sim. É algo natural. Não é imposição (do PSDB).
Na entrevista ao SBT, Temer afirmou que seu objetivo é recuperar a economia do país e encerrar os conflitos:
— Ficaria felicíssimo se ao final de um eventual governo, eu
conseguisse colocar o país na rota do crescimento, conseguisse
pacificar, não podemos mais ter essa coisa de brasileiros contra
brasileiros, se eu conseguisse dar uma certa harmonia à sociedade, que o
Brasil voltasse a ser um país alegre.
Na entrevista ao SBT, Temer disse que sua principal preocupação, caso
assuma a Presidência, será adotar medidas econômicas para que o Brasil
volte a crescer e para reduzir o desemprego. No Palácio do Jaburu, Temer
admitiu que sente um grande peso com a possibilidade de assumir o poder
porque há pouco tempo para formar esse eventual governo e montar a
estratégia. Temer disse crer, no entanto, que poderá contar com o apoio
do Congresso para levar à frente as medidas que julgar necessárias para
alavancar a economia.
— A principal preocupação é a geração de empregos. Todo e qualquer
plano econômico, seja meu ou de quem estiver no poder, deve buscar a
abertura de vagas para emprego. Essa é a primeira providência a ser
tomada — disse.
Segundo o vice, que voltou a pregar a pacificação nacional, a mensagem que deve ser passada à população é de otimismo.
— Não fale em crise. Trabalhe ou invista. Esta é a mensagem que eu penso que o Brasil precisa — disse Temer.
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