- 27.nov.2015 - A capa do jornal O Globo com destaque para a rixa entre os senadores Arnon de Mello e Silvestre Péricles, em 1963
Nesta semana, a prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) chamou
atenção no cenário político. No entanto, ele não foi o primeiro caso de
um senador a ser preso durante exercício do mandato.
Como bem
relembrou a reportagem do portal Eco Viagem, uma discussão dentro do
Plenário do Congresso causou a morte do senador José Kairala (PSD-AC),
que foi baleado no abdômen, e a prisão de dois senadores Arnon de
Mello (PDC-AL) - pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello - e
Silvestre Péricles (PTB-AL).
A fatalidade
aconteceu na década de 1960. Durante um discurso, o senador Péricles
ameaçou matar seu rival. A partir daí, o pai do atual senador Collor
passou a usar uma 'Smith Wesson 38' em sua cintura. Em outra ocasião,
Péricles chamou Arnon de "crápula" e partiu para cima dele com uma arma.
Com o começo de um tiroteio, os senadores Kairala e João Agripino (tio
do atual senador José Agripino, do DEM) se engalfinharam no chão com
Péricles para lhe tirar a arma das mãos. Foi neste momento que Arnon
disparou duas vezes contra o rival, os tiros atingiram acidentalmente
Kairala, que foi levado em estado grave para o Hospital Distrital de
Brasília e não resistiu. Os senadores Arnon de
Mello e Silvestre Péricles foram presos em flagrante. Seguindo as
normas da Constituição, a prisão foi submetida ao voto de seus pares
para ser aprovada. O senado aprovou por 44 votos a favor contra 4. No
entanto, os parlamentares ficaram detidos por pouco tempo. Cinco meses
após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e
inocentou os dois.
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